Rio Minho e Estuários dos rios Minho e Coura
Rede Natura, Zona de Protecção Especial

O rio Minho é um dos rios portugueses menos intervencionados, possuindo uma série de habitats importantes para a conservação, desde os prados de Spartina e os sapais na zona estuarina aos carvalhais galaico-portugueses nas zonas de montante, e em especial as florestas aluviais residuais à base de amieiros, considerado prioritário e, por isso, uma mais valia importante para a sua classificação. As suas águas relativamente frias e limpas permitem-lhe ter ainda condições para manter uma população de salmão (Salmo salar) viável, assim como da sua congénere truta-marisca (Salmo trutta), a par de outras espécies migradoras muito apreciadas como o sável (Alosa alosa), a savelha (Alosa fallax), a lampreia (Petromyzon marinus) e a enguia (Anguilla anguilla).

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Os estuários dos rios Minho e Coura, cuja área de influência se estende entre as vilas de Caminha e Valença, reunem uma grande diversidade de zonas húmidas como águas estuarinas, bancos de vasa e areia, sapais, caniçais, juncais, bosques ripícolas de constituição florística variada, várzeas agrícolas e diversas ilhotas, o que torna esta área especialmente importante para a nidificação, migração e invernação de aves aquáticas, e daí a sua classificação como ZPE.
Além das aves aquáticas que encontram nas suas zonas húmidas excelentes e abundantes locais de refúgio e nidificação, neste sítio podem ainda observar-se a salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica), o tritão-de-ventre-laranja (Triturus boscai) e o lagarto-de-água (Lacerta schreiberi), três endemismos ibéricos.

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