Invasões Ibéricas

As primeiras hordas de povos germânicos (ditos “bárbaros”) invadem a península ibérica entre 409 e 569 d.C., sendo constituídas por Suevos, Vândalos e Alanos, estes últimos ocupando a maior parte do actual território central e meridional português. No Minho instalam-se os Suevos com capital em Bracara (Braga), mais tarde conquistados pelos Visigodos que também adoptam esta cidade para capital da Galécia.

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Os povos germânicos e ibéricos foram mais tarde conquistados pelos exércitos islâmicos que invadem a península a partir do Norte de África, entre 711 e 722 d.C..
Estes povos mouros, como ficaram conhecidos, acabam por se estabelecer essencialmente nas regiões do sul peninsular e junto ao mar Mediterrâneo, pelo que no noroeste português restam muito poucos vestígios islâmicos, em parte porque a sua ocupação deste sector geográfico foi feita essencialmente por tribos nómadas, mas também porque a sua ocupação foi historicamente breve.

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As principais cidades romanas peninsulares ficam ligadas por uma importante rede de estradas e calçadas, solidamente construídas e regularmente marcadas por marcos miliários, alguns deles ainda hoje existentes no território do Alto Minho.
A partir dos séculos III e IV d.C. começam a florescer as vilas rurais (villas) e o povoamento do território torna-se mais disperso.

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