Formação da Nacionalidade

A concentração moura no sector mediterrânico centra os interesses cristãos no noroeste peninsular, onde se inicia o processo da reconquista cristã, historicamente inaugurado com a batalha de Covadonga e a rebelião de Pelágio, em 722. A partir destes redutos asturianos começam as guerras de reconquista que aproveitam as guerras internas entre berberes e árabes, que se concluem com a queda de Granada em 1492.

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Enquanto se procede à reconquista cristã, os territórios do Minho e Lima são integrados desde o início (1093) no condado Portucalense, governado pelo conde D. Henrique, reivindicando mais tarde o seu filho D. Afonso Henriques (em 1127) o estatuto de principado independente, e em 1143, com o Tratado de Zamora, o de Reino de Portugal. A consolidação da nacionalidade só é conseguida com o repovoamento dos territórios conquistados, o que é auxiliado com a construção de fortificações estratégicas e de mosteiros com poder administrativo.

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